Home/ Editorias/ Empreendedorismo/ Mesmos os lideres necessitam de colo de vez em quando 7

Mesmos os lideres necessitam de colo de vez em quando

Jean 43913

Segundo professor Jean Carlos, mesmo os lideres necessitam receber e buscar auxílio de vez em quando para poder se manter firmes, mas de forma saudável na liderança. “Mentoring ou coaching voltados para o desenvolvimento emocional do líder podem contribuir para evitar a angustia e ansiedade”. Se você é líder cuide-se! A saúde, a família e os colaboradores agradecem. 

Publicado: 10-02-16
Colunista: Professor Jean Carlos, graduado em educação física e mestre em psicologia genética pela Unicamp, personal profissional coach pela SBC, autor do livro: “Encantando Mentes”, co-autor do aplicativo Power Coaching e diretor técnico da UP Desenvolvimento Humano.
Foto: Edi Souza, Nalva Lima e Fernando Ribeiro. 
 
A angústia de exercer um cargo de liderança
Nos meus últimos artigos, tenho pautado sobre como deve ser a postura do líder diante de seus colaboradores. No texto de hoje vou trilhar um caminho diferente, a proposta é refletir sobre um fenômeno recorrente, porém pouco tratado no ambiente corporativo, “o abandono do líder”.
Assimilar momentos de pressão de tal maneira que um tsunami chegue como uma marola, respirar fundo após uma reunião com o alto escalão e ser o porta voz da informação de que a meta estipulada para o semestre vigente subiu para um patamar estratosférico, conciliar o estado motivacional de um dos integrantes do departamento de venda que está com o filho internado num hospital com câncer; pode parecer desgraça demais para um único líder, mas é a vida como ela é, e o diretor da empresa quer saber de resultado e vai cobrar exatamente de quem? 
Numa pesquisa com 200 participantes - direta e indiretamente - vinculados a rotina de liderança, ficou constatado que os temas que mais angustiam quem está no papel de gestor são:      (fonte: Revista Venda Mais –Julho/2015) 
1) Ver as vendas em queda (57,6%)
2) Perder clientes (48,3%)
3) Maus resultados da força de venda (46,8%)
4) Não saber administrar bem o tempo (29,6%)
5) Problemas inesperados que afetam a rotina (20,7%)
6) Não ter tempo para a vida pessoal (14,8%)
Em decorrência disso, na mesma reportagem, foi revelado que essas preocupações recorrentes na rotina do líder, acabam por gerar uma avalanche de distúrbios psicossomáticos, dentre eles se destacou:
1) Não conseguir relaxar/desligar/desconectar (41,7%)
2) Viver uma sensação permanente de ansiedade (32,5%)
3) Dormir mal (29,1%)
4) Excesso de peso (20,9%)
Daí cabe uma pergunta que não quer calar:
- E quem vai ajudar o líder a lidar com essa panela de pressão? 
Ah, essa resposta não é tão difícil, concorda comigo? Ninguém! Por isso o termo “o abandono do líder” para expressar a falta de tato da maioria das empresas. Com poucas exceções, não existe uma política com ações voltadas especificamente para ajudar no controle do stress das pessoas responsáveis pelos cargos de liderança. 
É claro que a resolução desse problema não é simples. Mas, também não é impossível. A varejista virtual de esportes Netshoes investe em espaços de descontração e lazer como parte de sua política de recursos humanos, outro exemplo interessante é a Groupon, do setor de compras coletivas, que se tornou um dos sonhos de consumo da força de trabalho da geração Y, uma das suas estratégias usadas pela empresa foi criar a famosa “sala da descompressão”. 
No entanto, a meu ver, ainda assim essas medidas são paliativas. O que causa um efeito mais efetivo e duradouro consiste em disponibilizar, senão diariamente pelo menos em momentos particulares de grande pressão, um trabalho de mentoring ou coaching voltados para o desenvolvimento emocional do líder.
Contudo, para programar esse tipo de trabalho, necessário se faz extirpar um ranço secular que está impregnado na mente de uma parte do empresariado brasileiro, ou seja, a de que investir em gestão de pessoas é gasto sem retorno, perfumaria desnecessária.  
Só para termos um parâmetro de comparação, nos E.U.A. mais de 40% dos executivos fazem uso de programas de coaching estimulados pela própria corporação. Não é pra menos, em média, 14,7% da receita bruta das empresas estão de uma forma ou de outra relacionada ao papel do líder.
É bem provável que sua empresa não forneça o mentoring e o coaching, e nem mesmo tenha a “sala de descompressão” da Groupon, sendo assim, vai um conselho: caso esteja percebendo que o fenômeno do “abandono do líder” lhe pegou e tem se sentido mais angustiado que o normal, analise a possibilidade de ter ao seu lado alguém para lhe ajudar a passar por esse momento difícil, seus colaboradores agradecem, sua família agradece e por fim sua saúde agradece.
Outras informações:
E-Mail -jean@updesenvolvimentohumano.com.br
Facebook - Prof. Jean Carlos
Whatsapp: + 55 * 17 98188-9211
Inscreva-se no canal do you tube e tenha acesso exclusivo a informações sobre liderança
Clique Aqui You Tube
 
Obs: O Pró Trabalhador não se responsabiliza por serviços contratados e prestados diretamente por seus colunistas.  Apenas por palestras, treinamentos e oficinas contratadas diretamente com o comercial@protrabalhador.com.br, nestes casos é feito contrato próprio e apresentação de nota fiscal do Pró Trabalhador. Atenciosamente, Direção do Pró Trabalhador.