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O LÍDER É O GUARDIÃO DO TIME

Foto repórter: Edi Sousa - Studio Artes
#PraCegoVer: Marcelo é branco, de olhos verdes usa cabelos 
 
Colunista: Marcelo Simonato é executivo em uma Multinacional. Formado em Administração, há mais de 20 anos na área adm-Financeira, atuando em cargos de liderança de grandes empresas. Escritor, Palestrante, Especialista em Liderança e Gestão de Equipes de Alta Performance e Professor convidado do Mackenzie e Facilitador do instituto Haggai em Liderança
 
Como é bom ter pessoas inseridas em nossas vidas/carreiras que nos ajudam a resolver os nossos problemas, que nos apoiam para solucionar quaisquer questões e que ainda nos transmitam a sensação de segurança, estabilidade e a garantia de que tudo ficará bem, não é mesmo? 
A era globalizada trouxe grande agitação para o universo corporativo, e por isso, vivemos correndo com prazos, relatórios e metas. Dizem que a internet “resolve” tudo a um clique, mas toda esta revolução e empoderamento trouxe também doenças sindrômicas como ansiedade, pensamentos acelerados, estresses, depressões, entre outros sintomas de incapacidade e frustração profissional. 
Desta forma, ter um líder que garanta a estabilidade e constância do time numa Era tão ágil e apressada se faz muito importante. Falando nisso: é justamente sobre a competência do líder guardião, que garante os resultados, mas principalmente que garante o equilíbrio emocional da equipe, que nós veremos a seguir. Acompanhe...
Certamente você já deve ter ouvido a frase: Seja calmaria, tem gente demais sendo tempestade. Tal afirmação se encaixa perfeitamente ao cenário corporativo atual. 
Nós vivemos imersos em um sistema de alta velocidade e empoderamento, que nos deixa preocupados com “N” situações, além de nos colocar em uma condição de independência assustadora, em que nós temos que resolver tudo sozinhos e sem ajuda de ninguém que alivie as nossas cargas. Desta forma, ter um líder guardião que sabe liderar mesmo em meio a tantas exigências e cobranças é um diferencial e tanto.
O líder guardião é um profissional que defende aguerridamente algo ou alguém, no caso a equipe. É um referencial de proteção, de perfil conservador e de extrema afeição.
O líder guardião é aquele que a equipe pode seguramente confiar, descansar suas ansiedades, ter convicção de que o líder terá as soluções mais estratégicas e assertivas possíveis. É aquele que transmite segurança à equipe, pois se algo não sair como o esperado, o líder guardião cuidará de tudo com inteligência.
Trata-se de um líder que é dotado de um perfil compreensivo, protecionista e amigável. Mas quando precisa ser rígido e exercer sua autoridade com autonomia, o faz também.
O estudo realizado pelo professor e pesquisador do Programa de Estudos do Futuro (Profuturo) da Fundação Instituto de Administração Alfredo Behrens, mostrou que o que mais faz a equipe ter sucesso é a união de um líder com seu time.
Para Behrens, “a preferência por este estilo de liderança é predominante no Brasil”.
O líder guardião consegue aplicar uma gestão efetiva, uma vez que sabe lidar com a inteligência emocional dos colaboradores e suas necessidades psíquicas. 
A explicação pela preferência por este estilo de liderança dentro das corporações se dá pelo fato de que mais de 5,5 milhões de colaboradores não tiveram o reconhecimento da paternidade na certidão de nascimento, desta forma, tendem a transferir a necessidade de segurança, consolo, e amizade a uma pessoa de sua confiança e que exerça liderança sobre eles.
Segundo dados colhidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2015 o Brasil registrou mais de 1 milhão de famílias formadas por filhos sem pais. O líder guardião assume parte desta responsabilidade ao treinar, liderar e capacitar estes filhos (desprotegidos) para uma condição de proteção, amizade e acolhimento.
O líder com as características da letra G do alfabeto entende a sua missão (ikigai), desta forma, não se importam em ter participação nessa construção emocional de confiança, autoestima e aceitação do colaborador.
Líderes despreparados, imaturos e omissos tendem a dizer que essa competência não é de sua alçada, mas quando entendemos a nossa paixão, talento, habilidade e missão de vida, compramos a causa.
A minissérie “Segunda Chamada”, exibida às terças-feiras na Rede Globo, em horário nobre, retrata exatamente essa realidade de liderança. A trama que aborda assuntos voltados ao ensino noturno de jovens e adultos da EE Carolina Maria de Jesus, em que o diretor Jaci e os professores: Lúcia, Eliete, Marco André e Sônia seguem determinados a mostrar aos alunos de diferentes idades e perfis o poder de transformação social da educação. 
Entretanto, para isso, eles acabam se envolvendo em suas vidas pessoais e sendo bem mais do que meros professores, mas verdadeiros exemplos de humanidade, parceria e liderança.
Embora toda função tenha um código de ética a ser cumprida, a neutralidade nem sempre gera resultados satisfatórios, muito menos profissionais emocionalmente inteligentes, qualificados, preparados e confiantes. A vista disso, para toda regra sempre há uma exceção.
O líder guardião garante o crescimento de seus liderados porque ele tem isso como uma de suas metas de vida: Gerar sucessores, formar outros líderes. Sua recompensa não acontece apenas pela remuneração mensal, mas pela honra de ver seus liderados realizados na carreira. Este é o caso do grande Sir Ernest Shackleton, que por questões de vida ou morte, precisou deixar de lado a ética, e ser um verdadeiro líder da tripulação Endurance.
A revista Galileu, edição 96, relatou: “Sir Ernest Shackleton, e seus 27 companheiros da Expedição Imperial Transantártica, iniciada em 1914, foram os protagonistas de uma das mais impressionantes sagas de luta pela sobrevivência já vivida pelo homem”. 
Quando Shackleton adquiriu o navio, batizou-o de Endurance, que significa resistência, paciência, duração. Nada mais premonitório. Nem de longe ele poderia imaginar o quanto iriam desesperadamente precisar desses predicados. Ao tentar  desembarcar na Antártica, o navio ficou preso em um imenso banco de gelo e com ele foi arrastado por correntes marinhas, se desviando de sua rota. 
 O resultado foi quase dois anos de isolamento na imensidão polar, enfrentando a fome e o frio de muitos graus abaixo de zero e ventos cortantes, mas graças à liderança e coragem de Shackleton, todos sobreviveram.
O líder guardião precisa ser como Shackleton e como os professores da Escola Carolina Maria de Jesus. Eles foram líderes de A a Z.
Um abraço e até a próxima!
Marcelo Simonato
Executivo, Escritor, Palestrante
Especialista em Liderança e Desenvolvimento Profissional
 
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